26 de novembro de 2014

Os soldados de Estela

 

No livro Estela que lançarei em breve também há participação militar. O leitor que conferiu Ester e Edissa sabe que os soldados figuraram em determinados pontos das tramas. Conforme muda o livro, a cor da farda desses ilustres personagens também muda. Em Ester havia os soldados de farda vermelha e os de vestes azuis; em Edissa apareceram os militares de roupa amarela e verde. Lembrando que em ambas as ocasiões as cores representavam grupos inimigos. Em outras palavras, soldados de vermelho lutavam contras os de azul.

A aparência dos combatentes obedece certo padrão. Ele seria, mais ou menos aquele que aparece no espetáculo “O Quebra-Nozes”. Eis algumas imagens:

Os soldados do Soberano 

O Exército Azul

O motivo de os militares do Mundo de Ester possuírem este padrão pode ser obtido já nas páginas de Ester. Isso se estende nos demais livros. Em Estela, entretanto, teremos apenas um grupo de soldados: os de farda negra.

Lendo Estela você saberá o porquê.

Abraço.

20 de novembro de 2014

Vejo tudo

 

Sim, é isso mesmo. Eu posso ver tudo. O início me é claro, assim como o fim. O mesmo se aplica às possibilidades. Para mim tudo é claro, posto que figuro além do local onde as coisas acontecem e posso observá-las totalmente.   

Há algo acima de mim? Esta possibilidade que já não está no campo das que observo me aborrece porque se existir algo superior a mim eu não serei diferente daqueles que observo. 

13 de novembro de 2014

Não Espere pelo Epitáfio! Provocações Filosóficas

Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje

“Não Espere pelo Epitáfio!” é um livro que compõe a trilogia Provocações Filosóficas do renomado autor Mario Sergio Cortella. Já resenhei os outros dois livros: “Não se Desespere!” e “Não Nascemos Prontos!”. Como é característico de todos os seus livros que levam o título de Provocações Filosóficas, neste o autor aborda novamente temas corriqueiros sob a ótica filosófica e reflexiva.

Confirmando que o autor cede sempre o espaço inicial da sua obra à alguém da sua família (nos outros dois livros para os  filhos), em “Não Espere pelo Epitáfio” a vez é da esposa. O prefácio do livro é feito pela escritora e também editora Janete Leão Ferraz. É sempre interessante observar a visão que os próximos possuem do autor, sobretudo quando a referência é Cortella, cujo vasto conhecimento filosófico e educacional o transformam em incomum. Os “prefácios familiares” possuem a magia de trazer o nobre autor à condição humana. O fazem muito bem.

Mais uma vez, porque nunca é demais, somos despertados do sono robótico; da letargia diária por abordagens inusitadas de assuntos comuns. Já na primeira “provocação”, como se tornou característico da trilogia (nos depararmos com o título do livro), chamada “Não Espere pelo Epitáfio!” somos convidados a pensar no presente. A ideia é frisar que devemos arriscar hoje; viver agora, obviamente sem descartar o amanhã. Não se trata da filosofia “carpe diem” condenada pelo autor em outros livros e palestras, mas a ideia de que esperar para realizar um sonho ou objetivo é bobagem. Não se deve viver o hoje como se não houvesse amanhã, mas viver o melhor hoje para que haja amanhã.

O pensamento apurado segue permeando assuntos diversos como Futuro, Experiência, Simplicidade, Liberdade e Amor. O riquíssimo repertório do autor impele ao leitor uma experiência igualmente rica de conhecimento. Os exemplos aparecem com data, nome e endereço.  Como mesmo nos belisca Cortella quando fala do simples, aqui, a experiência é o produto vendido. Falar bem é falar com simplicidade o que, num primeiro momento, é complexo. Traduzir o difícil, se fazer entender, temas tão tímidos hoje em dia, voltam vigorosos nas páginas de “Não Espere pelo Epitáfio!”.

Embora relevante este livro, talvez, seja o menos provocativo da trilogia. Diferente dos livros anteriores, no qual imediatamente o leitor estabelece conexão entre as provocações e as deduções que elas causam, em “Não Espere pelo Epitáfio”, as coisas parecem mais distantes ou não tão evidentes. Em algumas provocações não pude alcançar uma reflexão completa sobre o tema, talvez por me faltar algum conhecimento.

Resumindo, “Não Espere pelo Epitáfio” segue a mesma receita dos outros dois Provocações Filosóficas e é leitura indispensável para uma visão panorâmica do cotidiano filosófico. Menos provocador, talvez, mas assim fomentador de ideias e de um olhar diferenciado. Leitura recomendada.

Fica a resenha e a dica.    

Abraço.

6 de novembro de 2014

Eu matei minha filha

 

Meu nome é Denis Ferreira, sou professor universitário e matei minha filha. Passei por diversos julgamentos de conduta, ora realizados por mim mesmo, ora por outras pessoas. Do ponto de vista de um jurista ou cristão, penso se o que fiz foi certo; se havia outra maneira que acarretasse menos danos. Teses de defesa, desculpas, justificativas, me atormentam todos os dias, embora o caso já tenha sido encerrado na Justiça. Eu fui inocentado no Tribunal. Será que sou mesmo inocente? Não poderia ter agido de forma diferente?
Eu não sei. Este livro foi baseado na conversa que tive com minha filha sobre o assunto. A oportunidade que tive de explicar-lhe tudo o que aconteceu e o que justificou a minha escolha. Há muito ansiava por explicar a ela os meus motivos; o que me levou a optar entre uma das minhas filhas. Estão aqui o meu ponto de vista e o dela e a conclusão que chegamos juntos. A história que contarei foi colhida do nosso encontro, da nossa reconciliação. Não posso dizer que fui perdoado, nem compreendido, mas tenho certeza que me fiz claro. Também pude, principalmente, ouvir o que ela tinha para me dizer. Se o meu pensamento é o mais aceitável ou se é o dela, caberá aos que possuem este relato nos dizer. Confesso que tenho grande curiosidade por isso.