27 de julho de 2016

O Superman que ainda não vimos

Superma e Lois Lane no traço do Brasileiro Ed Benes

Você que cresceu nos anos noventa certamente já ouviu falar que o Superman casou com Lois Lane, certo? O casamento aconteceu em dezembro de 1996 e foi o arremate para um romance que atravessou décadas reais e alguns anos no mundo dos quadrinhos. A pergunta que eu sempre fiz sobre este assunto foi a seguinte: Por que eles não têm filhos? 

O primeiro beijo de Diana e Kal-El em Novos 52
Com os Novos 52 o universo DC mudou bruscamente. Lois e Clark não eram mais casados, nem sequer namoravam. Ao invés da repórter dedicada do Planeta Diário, Superman oficializou romance com a Mulher Maravilha. O casal "super" é formado por uma versão mais jovem dos heróis no intuito de renovar as histórias. O problema é que este Superman dos Novos 52 não agradou os fãs.

Na mega série Convergência a DC fez um teste: vamos trazer o Superman e mais outros heróis que existiam antes das mudanças para ver o que acham. O resultado foi positivo. Então, a editora resolveu oficializar a volta do Superman pré-Novos 52 (o de antes da mudança) através de uma série especial chamada Superman: Lois e Clark. O mais legal foi que a série introduz um personagem novo ao universo do Homem de Aço: seu filho! 

Para poder adequar tudo isso a DC teve que matar o Superman dos Novos 52 (pobre Diana). Paralelamente ao mundo do Superman, a DC resolveu fazer o mesmo com todos os seus heróis, um tipo de "voltar a ser como era". Assim, a série Renascimento está rolando nos EUA e pretende harmonizar a linha do tempo de todos os heróis, mas isso é assunto para outro dia.

Robin ao lado do filho do Superman!
O que eu queria dizer agora é que finalmente temos um Superboy que é filho do Superman! Encarar as histórias do herói mais poderoso do Mundo pela ótica de um pai, de um homem mais maduro é muito interessante. Mais do que isso, salvo melhor entendimento, esta situação nunca ocorreu. Nunca vimos um Superman preocupado com sua prole. Que efeito a família em perigo terá no herói? Sabemos que ele é emotivo e um pouco egoísta.

A premissa pode servir de base para ótimas histórias. Vamos ver!
Abraço.               

25 de julho de 2016

Fezesman: Fezes Guru

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21 de julho de 2016

Fotografia

Foto: theyanus/ imgur

Você já reparou com atenção em uma foto sua? Notou o que te faz se reconhecer em uma imagem? Mesmo em fotos antigas você sabe que aquela foto contém uma imagem da sua pessoa. Uma imagem, uma reprodução, um registro de algo. Mas afinal, o que está registrado condiz com o que você é? Como o que foi na época do retrato? 

Observe que ao nos deparamos com uma imagem podemos observá-la e tirar dela conclusões. Achá-la bonita, feia, nova ou velha. O indivíduo reproduzido ali pode estar careca, gordo. A fotografia pode ser facilmente julgada. A grande pergunta é: pessoas também podem? Posso olhar para uma pessoa e encaixá-la em um padrão estético que julgo adequado. Daí concluir que ela é ou não é bonita?  

Os olhos nos mostram imagens de pessoas, assim como nos mostram as imagens reproduzidas em fotos. Se levarmos este argumento adiante, vamos perceber que tudo o que podemos identificar com os nossos olhos são imagens. São como fotografias, embora possuam movimentos, assemelhando-se neste caso às filmagens. Mesmo as filmagens, sabemos com clareza que não correspondem à realidade, que são registros, cópias de algo que passou.

Então, tudo é imagem? Tudo é reprodução? Reprodução de quê? 

Uma imagem não passa de uma reprodução. Reprodução não é o que algo é de verdade, mas uma cópia. Assim, tal qual uma fotografia minha ao ser observada por mim é uma reprodução de mim para mim, a minha imagem aos olhos dos outros, será, igualmente uma reprodução de mim, mas dessa vez, a cópia será destinada aos outros. A explicação parece confusa, mas o argumento inicial prevalece: os nossos sentidos reproduzem as coisas e pelo simples fato de o fazerem são incapazes de captar a essência do que tudo é feito. 

O que sobra de mim de verdade? O que sou eu? O que és tu?

Não me atrevo a apontar uma resposta, mas tenho certeza de que você e eu não somos uma fotografia. 

Paul Law 

19 de julho de 2016

A questão da Lei no livro Estela


Acabo de disponibilizar mais um capítulo do livro Estela na plataforma Wattpad. Trata-se do 11 e nele há uma passagem sobre as leis que gostaria de comentar. O episódio ocorre quando Estela encontra os Legisladores, um grupo de pessoas que inventarão as leis para o Reino de Jorge III. Os distintos senhores, ali chamados de Ministros chegam a uma intrigante dedução: Para que as leis tenham validade, sejam efetivas, é preciso que sejam feitas por quem irá morrer. Só assim.

A sentença foi dada após analisarem o fato de que aqueles que legislam possuem interesses particulares e que, portanto, não legislam com imparcialidade. Deste modo, a Lei Ideal não deve ser aplicada imediatamente, mas guardada (vacatio legis?) para aplicação futura, quando seus idealizadores já não puderem se beneficiar dos seus efeitos. 

Será que isso resolveria o problema? O que acha, amigo leitor?

Deixo a reflexão, assim como a indicação do capítulo:


Com este, já temos um bom número de capítulos do livro disponíveis de forma gratuita. Percebam:


Ah, se vocês quiserem ler o livro todo é possível adquiri-lo em e-book por apenas R$ 1,99 ou o livro físico por R$ 26,00:


Abraço!


     

13 de julho de 2016

Por que, Pai? está chegando

O meu livro "Por que, Pai?" está chegando! A notícia que tenho para compartilhar é de que o livro já está sendo impresso e em breve estará disponível para compra. A estimativa é de que a loja da editora já tenha o livro para o Dia dos Pais. Não será um ótimo presente? Tem tudo a ver com a festividade de agosto! 

Vou pensar em uma promoção para o Dia dos Pais, o que acham? Por hora compartilho a sinopse do livro para entrarmos no clima:



Sinopse

Até onde uma escolha pode levar uma pessoa? À felicidade, ao remorso, à loucura ou à destruição? Denis Ferreira é um advogado falido. Deprimido, afunda-se no álcool. Ao reencontrar Julieta, sua filha, revive momentos terríveis. Ela o coloca contra a parede em busca de respostas; tem ânsia por saber quais motivos justificariam aquela decisão capaz de mudar a vida de toda a família. 
Por que, pai?

O que acham? Continuem acompanhando o blog para mais novidades sobre o livro.
Abraço. 

11 de julho de 2016

O Universo de Carime


Um Universo que prevalece

O Universo de Carime é obra que reúne poesias escritas por Carime Ismael Paschoaletto no início dos anos 2000. Como o título sugere, trata-se da visão da autora de assuntos que permeiam toda a mente humana com a graça de ter sido convertido em versos. Livro de linguagem acessível, curto, caprichado que registra um pensamento para a posteridade. Há poesias sobre Família, Morte, Bem e Deus, além de outros temas importantes.

A autora já é falecida, mas suas palavras estão preservadas em O Universo de Carime. Ler o livro é como encontrá-la, embora eu não a conhecesse tive certeza de que foi uma ótima pessoa. Enquanto estive em suas páginas senti sua existência, sua vida. Acho mágico a possibilidade que a leitura fornece neste sentido. Obviamente que registros fotográficos e filmagens possuem um efeito similar, mas a leitura é (pelo menos para mim) mais contundente. 

O pensamento exposto me parece mais próximo da essência de uma pessoa. Desafia o tempo. Vence a Morte.

Fica a dica e a pequena resenha.
Abraço.   

5 de julho de 2016

Fezesman - na merda

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1 de julho de 2016

Aos Pés do Mestre - Krishnamurti


Seja

Annie Besant diz que "Aos Pés do Mestre" foi escrito por Krishnamurti quando ele tinha apenas 13 anos, Esta informação está no prólogo do livro. A escritora e ativista do início do século XX adotou o pequeno autor deste livro, mas não o considerava como filho. São suas as palavras: "foi-me dado o privilégio de escrever algumas palavras de introdução a este livrinho, o primeiro escrito por um irmão mais jovem – no corpo, mas não na alma".

Aos Pés do Mestre é uma obra impressionante. Trata-se de um pequeno guia de comportamento para o homem que deseja se aproximar do Mestre. É escrito em linguagem simples e objetiva, de memória como salienta Annie. Para Krishnamurt é muito importante que os que buscam o conhecimento o façam sem vaidade. Conhecer é fonte da qual se bebe para matar a sede simplesmente. 

O autor separa em qualidades o que julga importante para o amadurecimento espiritual: Discernimento, Ausência de Desejos, Boa Conduta, Amor. No decorrer da obra, aprofunda nas qualidade descritas. Para Boa Conduta, no entanto, subdivide em Domínio da Mente, Domínio da Ação, Tolerância, Contentamento, Perseverança e Confiança. Na qualidade "Amor" Krishnamurt abre parêntese para explicar os que deve ser evitados. É o caso de maledicência, crueldade e superstição.  

Há um adendo ao livro que relata uma história curiosa. Segundo este texto, o livro foi "assoprado" ao autor por "alguém". Este pequeno texto dá a entender que Krishnamurt recebeu as lições de "Ao Pé do Mestre" do famoso filósofo grego Pitágoras, ali tido como Mestre K.H. Verdade ou não, é curioso que conceitos tão profundos tenham vindo de uma mente tão prematura.  

Como fica evidente pelos títulos e subtítulos descritos o livro aborda assuntos que permeiam toda mente pensante. Mais que isso, o faz de uma forma muito simples e clara. Não é segredo que o seu pensamento tem raízes na filosofia oriental, contudo, sua visão direta de assuntos complexos o tornaram um autor compreendido em todo o mundo, assim como difundido. Ótima leitura.

Fica a resenha e a dica.
Abraço.