15 de agosto de 2017

À Sua Porta - Oscar Mendes Filho


O diário de alguém com transtornos mentais  

"À Sua Porta" é o último livro publicado pelo autor Oscar Mendes Filho. O escritor de terror é conhecido no meio literário por seus 14 livros publicados, dentre eles Prisioneiro da Eternidade, Relatos Macabros 1 e 2 e Sombras do Castelo. 

Este livro, entretanto, é diferente dos outros títulos do autor, já que não é voltado para o terror propriamente dito. Tem características mais psicológicas (horror psicológico). Já no início do livro entendemos que o "original" chegou até Oscar em um pacote sem remetente. O misterioso que lhe enviou o futuro livro não fazia questão de ser reconhecido, tampouco de ter o seu nome atrelado à obra. O seu único desejo era o de ter suas memórias publicadas. Ao ler aquela história o autor não pôde negar o pedido...

Escrito em primeira pessoa, direto, rápido e perturbador, À Sua Porta aborda diverso temas atuais como a depressão e o suicídio. O personagem principal, embora possa facilmente ser confundido com qualquer adulto, tem seus segredos e o binômio: "o que sou de verdade" e "o que pareço ser aos olhos dos outros" é constantemente explorado. Um relato de uma mente em deterioração, em conflito e inquieta que foi cuidadosamente lapidado. 

O leitor é absorvido imediatamente pela história apresentada, de modo que passa a se preocupar com o seu desfecho. Esta sensação é propositalmente agravada por frases de efeito, indagações e fomentações de expectativa, o que torna a leitura fluída e rápida.

Rápida demais, diga-se, já que as quase 150 páginas da obra são lidas imediatamente, deixando o leitor com vontade de conhecer mais sobre o narrador e sua história. Em suma, uma leitura agradável, sem floreios, mas sutilmente reflexiva, capaz de prender imediatamente. 

Fica a resenha e a dica.
Abraço.


Ah, para você que ficou curioso, deixo o link para adquirir a obra e descobrir como um autor de terror recebeu uma história de outra pessoa para publicá-la:



Para conhecer as demais obras de Oscar Mendes Filho, sua biografia e outras notícias:



Blog do autor:


9 de agosto de 2017

Dê "Por que, Pai?" de presente neste dia dos Pais

O meu livro "Por que, Pai?"comemorou um ano de publicação dias atrás. Sua temática aborda a figura paterna por uma ótica reflexiva, veja a sinopse do livro: 



Sinopse

Até onde uma escolha pode levar uma pessoa? À felicidade, ao remorso, à loucura ou à destruição? Denis Ferreira é um advogado falido. Deprimido, afunda-se no álcool. Ao reencontrar Julieta, sua filha, revive momentos terríveis. Ela o coloca contra a parede em busca de respostas; tem ânsia por saber quais motivos justificariam aquela decisão capaz de mudar a vida de toda a família. 
Por que, pai?

Veja o que os especialistas em leitura falam do livro:

"Por que, pai? É uma história emocionante, de tirar qualquer estado bom do leitor para o sensível e até mesmo nos fazer chorar, é algo que não esperava tanto assim e agora trago em forma de resenha a minha opinião, creio que nesse ano fora um dos livros mais tocantes e diferentes que costumo ler." - Segredos Literários

"Por quê, Pai?, Paul Law consegue criar um enredo cheio de nós que são desatados a medida que adentramos a leitura e a medida que conhecemos os mais íntimos sentimentos de Denis, o pai que teve que fazer uma escolha que mudou completamente sua vida. Mas não se espante se tudo não for como você pensou que seria. Não se espante se em determinado momento a história der uma guinada que te fará chorar e enraivecer  ao perceber que história tinha muito mais que contar do que aquilo que imaginaste." - São Tantas Coisas

O booktrailer:


Você pode comprar o livro por R$ 38,00 (trinta e oito reais) no site da editora:


Ou na loja da Phoculos:

http://phoculos.com/loja/por-que-pai

Abraço! 

4 de agosto de 2017

Fezesman - impedido ou não?

clique na tirinha para ampliá-la

26 de julho de 2017

Vantagem


Nos dias atuais obter vantagem é algo comum e incentivado. Propagandas televisivas exageram na possibilidade de obter algo por um preço menor do que ele realmente vale; pessoas se vangloriam por ter “economizado” ao comprar pela metade do preço; contam com orgulho quando enganam as autoridades ou recebem dinheiro que não lhes pertencem. Estacionam em vagas que são exclusivas para deficientes ou idosos sob o pretexto de que “ninguém está usando” ou “há muitas vagas e poucos usuários deste tipo”. Tudo em nome da vantagem! Elas estão certas? Estamos? 

A vantagem por sua própria natureza é um desiquilíbrio. Por sua vez, desiquilíbrio é um erro de divisão. A balança pende para um lado e este fato é autoexplicativo. Frisa-se: toda vez que há vantagem, na outra ponta há desvantagem. Para que um ganhe o outro precisa perder. Dito isto, pense: preciso mesmo vencer? É necessário ter vantagem? Há outro modo de viver?

As religiões ao longo dos séculos nos deram uma pista sobre este assunto. Pregaram, envolta de   adornos e fumaça, a compaixão; mostraram o mundo do outro. Empatia, seria esta a palavra para começarmos a entender o problema da vantagem. O lado do outro. Lembre-se que a sua vitória será a desgraça de alguém. Não daria para estabelecer um empate?

Compre menos, obtenha menos benefícios, não leve vantagem. Pense menos em si. 

O problema do empate é que ele não é motivador. Sem a possibilidade de ganhar algo em troca do que se faz, perde-se a própria vontade de fazer. Embora seja uma qualidade da qual não se deve orgulhar-se, não se pode negá-la. Não há aquele que faça simplesmente pelo amor ao labor. É necessário ganhar pelo que se faz; é preciso valorizar o trabalho realizado, sobretudo o bom trabalho que, consequentemente é o trabalho de alguém que ama o que faz.

Há pessoas que dirão que tal premissa é uma inverdade; que existem pessoas que são motivadas pura e simplesmente pela compaixão ou prazer pela atividade. Se estes seres realmente são honestos consigo mesmo, fatalmente perceberão que sua motivação não está concentrada na ação que realizam, mas em um pensamento sobre ela. O indivíduo que faz por prazer, é motivado pela sensação de prazer. Neste raciocínio, até mesmo o que é impelido pelo amor ao próximo realiza algo não porque a ação o motiva, mas porque o sentimento de compaixão o impele. Em suma, para agir é necessário um impulso. Ninguém fará nada se não for impulsionado a fazer.  Há impulso mais convincente do que a vantagem? Então o que fazer? 

O equilíbrio é ilusório. A vantagem um mal.

18 de julho de 2017

Clube de Livros Phoculos



Lembram-se que eu havia dito que a Phoculos ia montar um Clube de Livros? Pois então, ele já está montado e você pode assiná-lo agoira mesmo. 

O Clube de Livros Phoculos possui conteúdo inédito de diversos autores. Contos romances e poesias de acordo com a estação do ano:

clique na imagem para ampliá-la

Os planos de assinatura podem ser mensais, trimestrais ou anual. Há a possibilidade de comprar uma estação específica, como o Verão, por exemplo. 

Assim que atingirmos 50 assinantes o Clube vai começar!

Confira os detalhes no link:


Não é o máximo? 

Além receber bons livros, você ajuda a Phoculos a alavancar a carreira de escritores iniciantes!

Abraço. 

  

12 de julho de 2017

Entremundos - Neil Gaiman e Michael Reaves


Uma passada rápida por várias realidades 

Intitulado apenas de "Entremundos" este é o primeiro livro da trilogia de Gaiman e Reaves que aborda o tema multiverso numa pegada mais adolescente. Nele conhecemos Joey Harker, um adolescente estadunidense que tem um senso ruim de direção, capaz de se perder até mesmo entre os cômodos de sua própria casa. Aliás toda a história se desenrola por causa dessa habilidade do protagonista. Em um trabalho de escola, cuja missão é encontrar um ponto específico depois de ser abandonado em um lugar aleatório, Harker descobre que tem uma habilidade especial: ele é capaz de "saltar" para outras realidades. No começo, sem orientação e instintivamente, o personagem principal se vê confuso, mas com o tempo aprende que faz parte de um grupo especial de pessoas, as que são capazes de "andar". Joey Harker é treinado, conhece outras pessoas com a mesma habilidade e é convocado a lutar na guerra entre ciência e magia. Curiosamente (ou não) os seus companheiros de equipe são versões alternativas dele próprio.

Os autores esclarecem que originalmente a saga de Joey deveria ser televisiva. Estes traços são imediatamente notáveis nas páginas do livro que é rápido, dinâmico e sem muitas explicações. Há um começo impactante, um tempo de amadurecimento, um desastre e um desfecho heroico. Os personagens não são bem delineados, embora compreender o protagonista é como entender boa parte deles. A impressão que o leitor tem ao final é de que leu um roteiro, notou uma ideia interessante, mas pouco lapidada. Em suma, trabalhar com conceitos de realidades variáveis é interessante e foi bem colocado pelos autores, mas a sensação ao final da leitura é a de que faltou explorar o campo, introduzir conceitos. É uma leitura mediana, comparada a outras obras de Neil Gaiman e não se justifica pelo fato de ser voltada para um público mais jovem. Há obras do mesmo autor que são incríveis mesmo sendo direcionadas ao público juvenil. 

Fica a resenha. 
Abraço                

30 de junho de 2017

Resultado da promoção "Ester na minha casa!"

Acabei de realizar o sorteio do livro Ester edição clássica entre os seguidores da página Paul Law. Veja só os prints do resultado:

O número 149 foi sorteado

Thayna Diniz Miranda foi a ganhadora!
Parabéns Thayna! Logo entro em contato para obter os dados de envio do livro. Você que participou e não ganhou, não fique triste, pois logo teremos mais sorteios.

Curta a página, fique ligado. 
Abraço!